Internamento involuntário: o que é?

Internamento involuntário: o que é?

Ser amigo ou familiar de um usuário de drogas, não penas lícitas, como também ilícitas, é algo que gera extrema preocupação. Dessa forma, a situação prejudica o bem-estar físico e psicológico do dependente químico e de todos que estão a sua volta. Por isso, dependendo do caso, é necessário optar pelo internamento involuntário. 

O usuário de drogas sofre com o efeito dessas substâncias em seu corpo. Dessa forma, mesmo que queira, não sabe como parar de consumi-las. Assim, os amigos e familiares estão presentes nesse momento e se sentem incapazes, pois não possuem o conhecimento de habilidades adequadas para ajudar. 

Esses casos só tendem a piorar, principalmente quando o dependente começa a desenvolver a tolerância e outros sintomas da dependência. Dessa forma, a família precisa tomar uma decisão muito difícil: o internamento involuntário. Porém, essa ação é necessária para salvar a vida de dependente que precisa urgentemente controlar a dependência.

A medida é aceita por lei e precisa seguir alguns pré-requisitos para ser colocada em prática. Saiba os pontos mais importantes sobre o assunto nesse texto. 

O que é internação involuntária?

O internamento involuntário acontece quando um representante legal ou outro familiar do dependente químico autoriza o tratamento, mas sem o consentimento do usuário.

Sendo assim, é importante destacar que esse tipo de atitude deve ser tomada somente em último caso, quando todas as outras formas de tratamento já estiverem esgotadas. 

Por isso, é essencial que um médico responsável analisar o caso, para que o procedimento aconteça da maneira correta. Dessa forma, ele levará em consideração fatores como o tipo de droga consumida, padrões de uso e ter certeza de que todas as possibilidades para tratar a dependência de drogas foram esgotadas antes de realizar esse tipo de internação.

Quando a internamento involuntário é a coisa certa a se fazer?

A internação contra a vontade também pode ser solicitada em outros casos, além dos exemplos citados acima. Por exemplo, em casos de prevenção e tratamento de síndrome de abstinência ou surtos psicóticos. 

A iniciativa também é indicada quando há fatores que ameaçam a vida do dependente e de seus familiares ou quando ele não sabe mais fazer suas próprias escolhas, pois isso também pode colocar sua integridade física em risco. 

O internamento involuntário é uma prática legalizada?

A Lei Antidrogas (Lei 11.343/06) foi sancionada no país em 23 de agosto de 2006. Assim, foi estabelecido que o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas (Sisnad) se tornasse o órgão responsável por “medidas para prevenção de uso indevido, atenção e reinserção social de usuários e dependentes de drogas e estabelece normas para repressão à produção não autorizada e ao tráfico ilícito”.

Sendo assim, essa lei constitui de forma legal o que pode ou não ser feito para coibir o consumo de drogas. 

No ano de 2019, a Lei 13.840/19 mudou algumas regras sobre internações voluntárias, permitindo que as solicitações também possam ser feitas por servidores públicos de saúde, assistentes sociais ou órgãos integrantes do Sisnad. 

Assim, também é importante frisar que a lei estipula alguns requisitos necessários para que o dependente possa usufruir da internação involuntária. 

Por isso, é preciso ter uma autorização médica de um profissional registrado com CRM da região do usuário. Porém, ele poderá ficar internado por no máximo 90 dias, período considerado adequado para uma desintoxicação. Dessa forma, passado esse prazo, o médico responsável dará alta para o paciente. 

A qualquer momento, um familiar ou o representante legal do paciente pode solicitar a interrupção do tratamento. 

Como solicitar um internação involuntária?

Solicitar uma internação é uma situação extremamente delicada, pois muitas vezes, o próprio dependente não enxerga o seu estado como uma doença que precisa ser tratada. Por isso, a internação involuntária se torna uma alternativa para diversas famílias e representantes legais. 

Para fazer a solicitação do tratamento, o primeiro passo é escrever uma carta com o pedido de internação e os motivos. Sendo assim, esse documento deve ser escrito por um familiar e pode ter ajuda de um médico psiquiatra.

Caso você ainda não tenha esse profissional atuando junto a sua família, a Clínica Liberty pode te ajudar. Para solicitar um atendimento, clique aqui.

Dessa forma, o Ministério Público irá indicar quais outros documentos e procedimentos são necessários para dar continuidade ao pedido de internação. 

Dessa forma, também é importante que todo o processo de solicitação da internamento involuntário seja feito em sigilo. Assim, caso o dependente químico descubra a intenção da família, poderá desencadear alguns comportamentos negativos, como ficar violento ou tentar fugir de casa, por exemplo. 

Antes de solicitar internação involuntária, vale a pena tentar fazer com que o paciente queira o tratamento por vontade própria. Por isso, é importante mostrar os tipos de tratamentos que existem contra esse problema pode fazer com que o dependente queira realizar a internação voluntária. 

Como lidar com o dependente químico depois que a solicitação de internação for aceita?

Depois que a solicitação estiver formalizada e autorizada, é hora de pensar em como o momento da internamento involuntário vai acontecer. 

Essa etapa é complicada, pois na maioria das vezes, o dependente não quer se tratar de forma voluntária. 

A equipe médica que fará o internamento involuntário vai passar todas as informações necessárias para deixar os familiares mais tranquilos. Sendo assim, eles compõem um time capacitado para oferecer todo o suporte que a família e o dependente químico precisam. Por isso, contam com médicos, psicólogos, enfermeiros e uma equipe multidisciplinar de especialistas no assunto.

No começo, é normal que o paciente rejeite o tratamento. Mas, com o tempo, a maioria deles assume que precisava de ajuda e começa a aderir melhor ao que é proposto durante a internação. 

A Clínica Liberty é especializada em oferecer o tratamento adequado para dependentes químicos e seus familiares. Por isso, temos uma equipe multidisciplinar trabalhando com estrutura de alto padrão para auxiliar no tratamento psiquiátrico, psicológico e de dependência química. 

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